"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:2

domingo, 2 de setembro de 2012

O convite de Ana Caram

A cantora brasileira Ana Caram é mundialmente conhecida, com uma trajetória de sucesso que inclui nove CDs lançados no exterior, além de performances ao lado de nomes como Tom Jobim, Stanley Clarke, Paquito D’Rivera e outros músicos famosos. Ao descrever suas experiências musicais e espirituais, Ana fala de escolhas que mudaram o rumo de sua vida e de sua arte. Confira!



domingo, 15 de julho de 2012

Fontes de inspiração ou objetos de adoração?

por: Daniel Azevedo

"Não terás outros deuses diante de Mim." Êxodo 20:3

Há uma linha tênue entre manifestar admiração por alguém e torná-lo objeto de adoração. Pense nos ídolos da música que atraem milhares de fãs aos seus shows. Seus admiradores investem tempo e dinheiro consumindo um “pacote de serviços” que inclui músicas, vídeos, imagens, hábitos, linguagem, vestuário, corte de cabelo e outros itens. Suas mensagens e atitudes influenciam poderosamente o comportamento de seus seguidores. A admiração toma a forma de idolatria. 

Na adolescência, a música predominante no meu círculo de amizades era o rock e o heavy metal. Aparentemente, toda aquela informação musical e visual era inofensiva. Letras, roupas, gestos e símbolos pareciam não me influenciar, mas estes aspectos eram parte de um estilo de vida que, pouco a pouco, moldava as minhas atitudes. Com o tempo, comecei a refletir no meu modo de vestir, falar e agir, as características daquilo que eu contemplava. Meu comportamento revelava a quem eu seguia, a quem imitava e a quem adorava. 

Muitos jovens buscam uma identidade, um grupo que os compreenda e os aceite. Na maioria das vezes, como no exemplo acima, a música é quem os guia. Pessoas demasiadamente expostas a um determinado estilo musical ou cultura são fortemente influenciadas. A mudança é nítida e inevitável. 

Lembro-me de quando assisti a alguns shows destas bandas. A atmosfera era semelhante a um culto, onde uma massa humana imitava seus gestos e entoava suas canções, que falavam essencialmente sobre ocultismo e adoração. 

Mais tarde, meu gosto musical mudou bastante. Procurei conhecer diferentes estilos onde houvesse maior destaque para o contrabaixo. Eu desejava aprender novas técnicas e me aprofundar no estudo deste instrumento. Passei a ouvir e a admirar músicos de jazz e alguns deles tornaram-se ídolos para mim. Durante longas horas de estudo, eu costumava contemplar fotos e pôsteres de baixistas e outros instrumentistas de jazz já falecidos. Estes se tornaram a minha fonte de inspiração. 

Eu era atraído pela técnica destes músicos e desejava imitá-los, sem me preocupar com o seu caráter. Não é preciso pesquisar muito para constatar que grandes nomes do jazz, como Charlie Parker, Miles Davis, John Coltrane, Bill Evans e tantos outros, mancharam sua genialidade entregando-se ao consumo de heroína, álcool e outras drogas. Sofreram com uma saúde extremamente debilitada e tiveram uma morte precoce. Como resultado, gerações de instrumentistas e admiradores foram influenciadas, não somente por sua arte, mas também por seus hábitos. 

“Os seres humanos foram criados com uma necessidade inata de prestar culto a alguém ou a alguma coisa. A Bíblia nos conta que, nos tempos antigos, aqueles que não conheciam ou criam no Deus da criação prestavam cultos a deuses de madeira e pedra, de acordo com os atributos da sua própria imaginação. Havia ainda os que adoravam o sol, a lua e as estrelas. Mesmo hoje, o deus do materialismo e até a própria pessoa, são objetos de adoração para muitos”, destaca a doutora em Arte Musical Eurydice V. Osterman, em seu livro O que Deus Diz Sobre a Música. A autora define o verbo adorar como “expressão de louvor e devoção a um ser ou poder sobrenatural que possui a afeição de alguém”. 

Quem ou o que possui a sua afeição hoje? Pessoas, dinheiro, futebol, cultura, prazer? Está você fazendo disso um deus? Talvez você também seja músico e tenha essa mesma tendência de adorar a outros músicos. Deus, em Sua Palavra, expressa com clareza Sua vontade com relação à adoração: 

“Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.” Mateus 4:10

“...caí de joelhos aos pés do anjo que me mostrou essas coisas, e ia adorá-lo. Mas ele me disse: Não faças isso! [...] Adore a Deus!” Apocalipse 22:9

“...e adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.” Apocalipse 14:7

“Ao Rei eterno, imortal e invisível, o único Deus – a Ele sejam dadas a honra e a glória, para sempre!” I Timóteo 1:17 

Existem inúmeras razões para adorar a Deus, mas quero destacar apenas uma - amor. É impossível conhecer a Deus e permanecer indiferente diante de tão grande amor, que se manifestou por nós em Seu Filho, Jesus Cristo. 

Quando percebemos que, apesar de todos os nossos defeitos de caráter, Deus nos ama e deseja que sejamos felizes ao Seu lado, somos inundados com um sentimento misto de vergonha e alegria. Seu amor gera em nós o desejo de servi-Lo, de andar segundo a Sua vontade, de imitar o Seu caráter. Passamos a amá-Lo também e esse amor é o que nos motiva a adorá-Lo de muitas formas, inclusive através da música. 

“Com efeito, eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.” Salmo 135:5

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Um novo significado para a música

por: Daniel Azevedo

Há muitos exemplos de músicos que alcançaram a excelência em sua arte,  massem permitir que quaisquer fatores modificassem seus princípios ou seu caráter. Muitos deles encontraram uma fonte infinita de inspiração em seu relacionamento pessoal com Cristo. A Ele, expressaram sua adoração através de lindas composições.

A imagem ao lado representa o rei Davi adorando a Deus com seu instrumento. Davi escreveu inúmeras canções de louvor, profundamente inspiradas. As letras de suas composições estão registradas nos Salmos, livro poético das Escrituras. Davi adorava a Deus como seu Criador e Mantenedor, sua proteção e auxílio em meio às lutas do viver.

“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos.” Salmo 19:1

“Na minha angústia, clamo ao Senhor e ele me ouve.” Salmo 120:1

“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões.” Salmo 51:1

“As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” Salmo 19:14

Johann Sebastian Bach (1685-1750) é, sem dúvidas, o mais influente compositor cristão da história da música. Muitos o consideram como um dos maiores gênios musicais da cultura ocidental. Sua obra é amplamente executada e apreciada, não somente no meio erudito, mas em diferentes contextos e segmentos musicais.

Segundo Bach, "o objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser outro além da glória de Deus e a renovação da alma". Costumava concluir suas obras com as iniciais S. D. G. (Soli Deo Gloria), dedicando-as "à glória de Deus somente".

Há algum tempo, venho buscando inspiração nesta mesma Fonte. Nunca antes havia escrito letras de canções, mas como resultado de um relacionamento com Jesus, há muito mais a dizer ou expressar. Há um prazer indescritível em tocar, cantar ou compor músicas que descrevem profundamente aquilo em que acreditamos.

Quando adoramos a Deus através da música, manifestamos amor, gratidão e alegria Àquele que nos ama infinitamente e incondicionalmente. Músicos e ouvintes são envolvidos numa atmosfera de louvor e a música ganha um novo e maravilhoso significado em nossas vidas!

“Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver.” Salmo 146:2