"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:2

sábado, 11 de novembro de 2017

Vós criaturas do Senhor

Orquestra Sinfônica Jovem UNASP interpreta este belíssimo hino cristão. Aproveite! 

Toda a música cristã é apropriada para o cristão?

Essa e outras perguntas respondidas nos vídeos do seminário "O Dilema da Distração" com Chistian Berdahl. Confira!


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Sentado aos pés de Jesus

Vozes femininas a capella. Uma produção da instituição Fontainview Academy. Aproveite!

A degradação do senso da presença de Deus

Por: Pr. Douglas Reis


A missão que temos é transmitir a última mensagem de advertência. Trata-se de uma responsabilidade solene. Solenidade é um conceito que escapa à contemporaneidade. Sua gravidade é diluída nos filmes de Hollywood, quando nos momentos trágicos parece haver a necessidade de um contraponto cômico. Nem as músicas religiosas atuais conseguem mais representar a solenidade. Talvez, apenas atrás do conceito de reverência, solenidade seja um dos artigos mais raros no mercado atual. Ambos são raros pela mesma razão: a degradação do senso da presença de Deus.

Em um contexto tecnológico, tudo apela aos sentidos. Mas Deus permanece invisível. Os comunicadores instantâneos, ubíquos, fomentam a ilusão de estarmos presentes em diversos lugares e de igualmente termos os amigos próximos. E com tantos elementos atraindo a atenção, o Deus Altíssimo, presente no mundo material, é ignorado. Se a presença do Criador passa despercebida, que dizer da comunhão com Ele? Que dizer da forma de responder ao Seu chamado?

A ironia fatal de uma época em que a adoração ganha contornos de metalinguagem – com músicas de adoração que falam sobre adoração –, é que os cristãos, em geral, não entendem adoração como a resposta obediente ao que Deus fez por mim. Adoração não significa sucumbir a um êxtase emocional, na tentativa de reproduzir a presença de Deus de forma carismática, como se a música e a emoção fossem elementos catalizadores para fazer um download de Deus. Adoração compreende me relacionar com Deus, nos termos que Ele estabeleceu em Sua Palavra. Isso implica em rendição, gratidão, júbilo, disposição para servir e obedecer e tantas outras coisas.

O verdadeiro adorador obedece voluntariamente. Ele quer testemunhar, porque não pode conter o amor que brota nele em resposta ao amor que fluiu do coração de Deus. Com humildade e poder, alegria e tato, sabedoria e entusiasmo, ele prega. Com suas palavras, mas com cada gesto silencioso. Prega usando a Bíblia, mas por meio de sua coerente busca para se mostrar fiel. Não há aquele sentimento estreito de alguém mecanicamente condicionado a fazer algo segundo um programa. Existem muitos manuais, planos e estratégias. Recursos não faltam. Falta é amor, transformação, vidas impactadas pela comunhão. Falta o Espírito de Deus descendo sobre Seu povo a cada manhã.

Ser um adventista é abraçar a missão. Sem os modismos que invadem a literatura evangélica a cada época. Sem o proselitismo pelo proselitismo. Viver a missão, ser a missão, pregar com o fogo de quem ama o Salvador e ama aquelas pessoas que Ele ama. Uma imensa responsabilidade, maior do que qualquer ser humano poderia imaginar.

Uma responsabilidade solene para tempos solenes.

A ciência por trás das armas acústicas

por: Gustavo Silva (Veja)



Em dezembro de 2014, a polícia de Nova York utilizou um dispositivo acústico para dispersar manifestantes em um protesto pela decisão de um júri popular em não julgar um policial branco responsável pela morte do jovem negro Eric Garner. Seis pessoas que estavam próximas ao canhão sonoro processaram as autoridades pelo uso do equipamento, uma arma não letal que provocou manifestações físicas como tontura, fortes dores de cabeça, pressões faciais e zumbido intenso nos ouvidos. Os sintomas se assemelham àqueles relatados por diplomatas americanos em Cuba que teriam sido alvo de misteriosos ataques sônicos a partir de novembro de 2016.

Efeitos

“Pessoalmente, acredito que ‘o que você não consegue escutar, pode te ferir'”, disse a VEJA Steven L. Garret, professor aposentado de Acústica da Universidade Estadual da Pensilvânia. Pesquisas dos efeitos de ondas infra e ultrassônicas sobre o corpo humano despertam mais questões do que esclarecimentos, muito devido às implicações éticas e de seus potenciais efeitos. Um dos mitos mais recorrentes relacionado ao infrassom tem até nome próprio: ‘nota marrom’, uma baixa frequência inaudível que seria capaz de provocar o descontrole intestinal.

Garret conta que quando ficou exposto diretamente a um dispositivo capaz de emitir sons em frequências acima de 40.000 Hz – a percepção auditiva humana é limitada a entender sons que se localizam entre frequências de 20 Hz e 20.000 Hz -, ele e outros pesquisadores desenvolveram sintomas similares aos descritos pelos diplomatas americanos em Cuba, como náusea e tontura. “Agora, usamos fones com abafadores no experimento”, disse, adicionando que “não há muitos estudos sistemáticos para determinar se o ultrassom pode provocar danos fisiológicos em humanos”.
As consequências da exposição às ondas inaudíveis, contudo, tem mais a ver com o período e potência sonora do que apenas à frequência em si. Especialista em acústica da Universidade Técnica de Dortmund, na Alemanha, o físico Jurgen Altmann explica que “o sistema auditivo humano é mais sensível às faixas entre 1.000Hz e 4.000 Hz”, mas os danos provocados por dispositivo sonoros são frutos “principalmente de uma combinação de volume e duração”.

Volume

A legislação trabalhista brasileira considera que a exposição a ruídos sem proteção deve ser limitada em oito horas por dias para sons na faixa dos 85 decibéis (dB). Em locais com volumes de 90 dB, o trabalhador pode permanecer na área por no máximo quatro horas. Sem as devidas proteções, não é permitido que alguém seja exposto a mais de sete minutos de sons a 115 dB.

“Qualquer som acima dos 120 dB é perigoso e, acima de 140 dB, até mesmo uma fração de segundo de exposição pode causar danos permanentes à audição”, diz Altmann. “Contudo, devido às leis da acústica sobre a propagação de ondas, é difícil criar armas que funcionem à distância”, explica o pesquisador, que cita estudos conduzidos pelo Laboratório da Força Aérea Americana atestando que “armas acústicas não apresentam utilidade militar”.

Quer saber qual é a sensação de (não) ouvir frequências infrassônicas? Basta dirigir um carro em alta velocidade com as janelas abertas, ou abrir e fechar rapidamente a porta de uma sala com as janelas fechadas, o que produz uma rápida variação de pressão atmosférica em uma frequência entre 0.5 e 2 Hz. As versões mais primitivas de sonares e radares utilizados na II Guerra Mundial, assim como aparelhos da indústria médica destinados a exames diversos, fazem uso de ondas sonoras para o mapeamento de imagens. De limpadores de joias a repelentes eletrônicos de animais e insetos, há uma série de máquinas ultrassônicas disponíveis no mercado.

Uso Policial

Um desses dispositivos é o Mosquito, criação de um engenheiro espacial britânico capaz de emitir ondas sonoras ultrassônicas em alto volume. A ideia por trás do aparelho tem como base um pressuposto biológico: com a idade, a capacidade humana de captar as frequências mais altas de som diminui. Por isso, o ruído estridente do Mosquito afeta quase que exclusivamente pessoas com até 25 anos, e é usado há mais de 10 anos por lojistas e estabelecimentos em vários países para a dispersão de jovens e evitar conflitos e furtos.

O som em altas frequências (e altíssimos volumes) é também a força motriz por trás do LRAD, equipamento cuja sigla em inglês significa ‘dispositivo acústico de longo alcance’. Por longo alcance, entenda uma distância de até 5.500 metros na qual é possível escutar ruídos estridentes que chegam a 150 dB. O canhão sônico, que possui equivalentes espelhados pelo mundo (em Israel, o exército emprega uma versão batizada de ‘O Grito’), é utilizado por forças militares e policiais em mais de 70 países, incluindo o Brasil, em situações de controle de desordem pública e para afugentar piratas de embarcações ou possíveis agentes terroristas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ted Wilson fala sobre música e adoração

por: Pr. Ted Wilson

Pergunta: Que tipo de música deveríamos ter em nossos cultos na igreja, e qual deveríamos ouvir fora da igreja? (…) — Rajiv, da Índia

Resposta: Rajiv, (…) é maravilhoso que você esteja pensando acerca do tipo de música ao qual devemos ouvir, pois a música tem um profundo efeito sobre cada um de nós, e particularmente sobre as crianças.

Com relação à música na igreja, encorajo a todos que resistam aos estilos de adoração e de música que tem mais a ver com entretenimento egocêntrico do que com a humilde adoração a Deus. Devemos reconhecer que temos muitas culturas diferentes e diferentes estilos de adoração em nossa igreja mundial, mas todos eles devem trazer glória a Deus, e não aos participantes, incluindo pregadores, músicos, etc. Precisamos nos concentrar em adorar a Deus e não a exaltar o eu. A música deve nos elevar à sala do trono celestial. Não quero ofender ninguém, e essa é a minha opinião pessoal, mas se a música soa como se fosse parte de um concerto de rock pesado ou um clube noturno, é nesses lugares que ela deveria ficar.

Há alguns anos atrás, nossas lições da Escola Sabatina se concentraram no assunto da adoração. Na lição intitulada “Adoração, Música e Louvor”, Rosalie H. Zinke, a principal autora, fornece alguns pontos muito úteis. Ela escreveu:

“O importante na música de adoração é que ela nos conduza ao mais nobre e melhor, que é o Senhor. Ela deve apelar, não aos elementos mais baixos de nosso ser, mas aos mais nobres. A música não é moralmente neutra: ela pode nos levar a algumas das experiências espirituais mais elevadas, ou pode ser usada pelo inimigo para nos degenerar e degradar, para revelar desejos e paixão, desespero e ira. …”

“A música em nossos cultos de adoração deve ter um equilíbrio entre os elementos espirituais, intelectuais e emocionais. As letras, em harmonia com a música, devem nos elevar, enobrecer nossos pensamentos e nos fazer desejar mais o Senhor, que tanto tem feito por nós. O tipo de música de que precisamos para a nossa adoração é aquele que pode nos levar ao pé da cruz e que pode nos ajudar a perceber o que nos foi dado em Cristo.”

Para ler a lição completa, visite esta página.

A pergunta sobre o que ouvir pessoalmente é, logicamente, uma decisão pessoal. Creio que aquilo que ouvimos (ou assistimos) deve ser edificante e nos levar para mais perto de Deus. A Bíblia nos dá um conselho excelente em Filipenses 4:8:

“… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (ARA)”

Finalmente, encorajo você a estudar em oração Apocalipse 4 e 5, e creio que o Espírito Santo guiará cada um de nós às formas apropriadas de adoração e música.

Ted N. C. Wilson é presidente da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia desde 2010.  

Traduzido por Levi de Paula Tavares em agosto de 2017. 

sábado, 19 de agosto de 2017

Entrevista com Michelson Borges

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Compositor batista fala do declínio da música gospel

Algumas pessoas ficaram surpresas – e preocupadas – ao descobrir através de uma pesquisa publicada em abril [de 2017] que os sermões são um atrativo muito mais forte para a frequência à igreja do que a música. E ainda fica pior para os amantes da música. A pesquisa Gallup apresentou uma lista de motivos dados pelos norte-americanos para irem aos cultos, e a música estava firmemente no último lugar. Mas depois de um mês para refletir sobre essa descoberta, o músico cristão, compositor e ministro Kyle Matthews não está preocupado. Longe disso. “Penso que essas podem ser boas notícias”, Matthews disse durante uma conferência convocada pela FaithSoaring Churches Learning Community. “Isso indica que as pessoas estão mais famintas por substância do que nós presumíamos”, disse Matthews, ministro de artes de adoração na Primeira Igreja Batista em Greenville, Carolina do Sul.

Matthews tem acompanhado a música cristã e o que as igrejas querem e não querem, por um longo tempo. Por mais de 20 anos ele foi um intérprete em gravações e compositor para empresas editoras em Nashville, Tennessee. Ele venceu um Prêmio Dove além de outros prêmios, como compositor. Mas Matthews disse que abandonou a indústria [fonográfica] por causa de seu foco nos lucros, às custas de fornecer educação teológica e formação cristã. Através de seu ministério atual, ele busca a composição de músicas de adoração que colocam a liturgia acima do entretenimento. Mas música que forneça inspiração e letras com conteúdo não vendem em um mundo de louvor gospel, disse Matthews.

É por isso que os resultados da pesquisa Gallup são tão interessantes, ele disse a outros ministros durante a conferência. A indústria da música cristã, diz ele, é composta por pessoas que estão tentando servir a um mercado. “Eles são homens de negócios, não teólogos, historiadores ou educadores musicais. Eles são homens de negócios.” E o que vende são músicas com letras superficiais, com pouco ou nenhum conteúdo teológico. Matthews disse que conheceu compositores e intérpretes que não são familiarizados com as Escrituras. Como resultado, a música tem se tornado “papel de parede, em vez de mobiliário” na adoração.

Em vez de trabalhar para instruir os cristãos na fé, a música de adoração contemporânea está cheia de mantras e clichês planejados para alterar o estado mental, disse Matthews. Esse tipo de música vem e vai, porque se tornou descartável. “Não penso que se permita às pessoas conhecer a música da igreja o suficiente para interagir com ela.”

Mas a indústria [fonográfica] não é o problema, acrescenta Matthews. “Se a igreja exigisse um produto diferente, teria um produto diferente.” Isso envolve as pessoas que estão nos bancos da igreja. A indústria [fonográfica] está “respondendo àquilo que o público está pedindo”.

Tem havido músicas de louvor que são divertidas e felizes, e que evitam conceitos sombrios e difíceis, diz ele. “Elas se tornam uma forma de escapismo, em vez de serem uma maneira de se encontrar com Deus.”

É por isso que a pesquisa Gallup de abril pode ser boas notícias. Ela pode sinalizar que as pessoas nos bancos das igrejas podem estar desejando algo mais. Pode ser por isso que os sermões estão no topo da lista, e a música cristã contemporânea, com seus mantras e clichês, está no final. Contudo, diz Matthews, “eu detestaria ver o sermão se tornando o único lugar do qual as pessoas pensam que podem extrair conteúdo”.

Fonte: Baptist News Global, traduzido por Levi de Paula Tavares. 

Disponível em Michelson Borges.

sábado, 8 de julho de 2017

E-book "Sob a Regência de Deus"





sábado, 24 de junho de 2017

O diferencial na vida de um músico

O livro Sob a Regência de Deus apresenta o testemunho de seu autor, o instrumentista e educador musical Daniel Azevedo. Suas experiências como baixista na música popular e sua trajetória espiritual passam pelo envolvimento com o ocultismo até o encontro com Jesus Cristo e sua entrega à regência de Deus.

"As histórias possuem um poder fantástico de nos conduzir a outros mundos e situações, onde não vemos o tempo passar e o aprendizado se torna muito prazeroso." 
José Elias Dotti
Maestro, Arranjador e Educador Musical

"Além de uma linda história de conversão que permanece até os dias atuais, você encontrará muitas informações sobre estilos de música diferenciados, a música e o funcionamento do corpo, entre tantos outros pontos que não falarei para deixar você com desejo de iniciar a leitura o quanto antes."
Rogério Silva
Bacharel em Teologia e Pastor Adventista do Sétimo Dia