"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:2

sábado, 12 de maio de 2018

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por: Joêzer Mendonça

Amplificar o som dos instrumentos não vai aumentar o espírito de louvor da congregação, mas sufocar a voz da igreja

Antes da reforma musical de Martinho Lutero e João Calvino no século 16, quem ia à igreja raramente cantava. A parte musical era desempenhada exclusivamente por profissionais, que, além de tudo, cantavam num idioma desconhecido para a maioria das pessoas (o latim), enquanto a congregação praticamente assistia à missa. Alguns reformadores protestantes devolveram a música de louvor e adoração para a congregação, e hoje ninguém imagina entregar o ato de louvor para um corpo de “adoradores” profissionais.

No entanto, às vezes o louvor congregacional tem recuado até os tempos anteriores à Reforma. Isso acontece por alguns motivos, dentre os quais destaco: (1) o volume alto da banda e das vozes que acompanham o momento de louvor e (2) o desconhecimento dos cânticos, tradicionais ou contemporâneos, selecionados para os cultos.

No texto de hoje, quero refletir somente sobre o primeiro motivo que apontei (abordarei outros aspectos nos próximos quatro artigos dessa série sobre louvor na igreja). Aumentar o volume dos instrumentos musicais não vai aumentar o espírito de louvor da congregação. Como já sabemos, a igreja não vai tentar cantar mais forte que o som da banda (ou do playback), não importa quantas vezes o líder de louvor repita: “Cantem com todo entusiasmo!” Então, tudo o que teremos é música tocada em volume alto.

Nós, músicos e cantores, queremos que a igreja participe do louvor, que se envolva no canto. No entanto, pegamos cinco instrumentistas e dez cantores, por exemplo, todos com microfone, todos amplificados nas caixas de som, e depois reclamamos que a igreja continua sem cantar. Um problema pode estar no espírito de louvor que o indivíduo traz para o culto. Mas você já parou para pensar que uma boa razão para a igreja não cantar conosco pode estar no volume das vozes e da banda?

Acho muito bonito quando um grupo de pessoas canta o louvor a três ou quatro vozes. Mas, e a voz da congregação? Muitas vezes a voz da igreja é ouvida apenas na última estrofe ou no último refrão.

Com base em uma carta de Ellen White, alguns defendem que o louvor deve sempre ser dirigido por um grupo de cantores. Um dos parágrafos diz: “Escolha-se um grupo de pessoas para tomar parte no serviço do canto” (Carta 170, de 1902). Particularmente, acho uma ótima ideia envolver mais pessoas e tornar o momento de louvor congregacional mais harmonioso e bem realizado. No entanto, na época dessa carta, não havia caixas amplificadas, sistemas de som estéreo nem microfones para os cantores. Mal havia hinários disponíveis para todos. Então, um grupo de pessoas, de bons cantores, parecia bem adequado para conduzir todos no canto.

A participação de um grupo de pessoas no louvor congregacional não é indesejável. O problema está no alto volume dos microfones, o que faz com que seja difícil escutar a voz da congregação. Às vezes, a pessoa não consegue escutar a própria voz. Isso inibe a participação da igreja que, em vez de participar, passa a assistir ao louvor.

Desse modo, quando a música não é bem conhecida de todos, seja uma música proveniente do hinário ou dos DVDs contemporâneos de louvor, e quando o som das vozes e dos instrumentos musicais está alto demais, a congregação acaba terceirizando o louvor para um grupo seleto de pessoas. Infelizmente, quando essa conjunção de fatores acontece, recuamos aos tempos anteriores à Reforma.

Como podemos equalizar a participação de músicos, cantores e membros da congregação? Seguem algumas dicas:

  • Não intensifique demais o volume dos instrumentos. Cada instrumento musical possui sua identidade sonora e é preciso equilibrar as bases rítmica e harmônica de modo a não sufocar as vozes nem os instrumentos que dão o “chão” da tonalidade e da harmonia, como o violão e o piano.
  • Evite solos durante as frases cantadas pela congregação. Não importa se você está tocando piano, guitarra ou saxofone. Estude a música que você vai acompanhar e selecione alguns trechos para reforçar a melodia e outros em que você possa fazer um contracanto à melodia, como as partes entre as frases cantadas.
  • Nossa equipe de louvor não está à frente da igreja para cantar mais alto que todos, nem para mostrar como se deve louvar, mas para apoiar, orientar e conduzir as vozes da congregação. No final da carta que citamos acima, Ellen G. White disse: “Nem sempre o canto deve ser feito apenas por alguns. Permita-se o quanto possível que toda a congregação dele participe”.

Somos chamados a cantar e tocar de todo o coração e de todo o entendimento, e não de todo volume. Vamos organizar, apoiar e orientar os momentos de louvor para que a igreja se sinta confortável e estimulada a participar também de todo coração e entendimento. Não nos esqueçamos de que o louvor é congregacional.

Fonte: Revista Adventista via Música Sacra e Adoração

Uzá e a Arca de Deus

Mensagem de Malton Lindquist sobre adoração apresentada em 24/02/2018 na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Nova Parnamirim, RN. Confira!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

CD "Um Novo Dia", de Christine Martins

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A expressão "Novo Canto" e seu significado para a adoração

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quando Eu Observo

"Quando Eu Observo" fala sobre quando observamos a cruz maravilhosa onde nosso Salvador demonstrou Seu imensurável amor por nós, um sentimento de tristeza e amor ocorrem por tal ato realizado. Se fosse nos dado todo o reino, isso seria uma oferta muito pequena. Advent Heralds interpreta essa música no Vale de Cedron. Confira!


Cristo no Horto

O vídeo a seguir traz um arranjo instrumental para o hino "Cristo no Horto", com o músico Marcos De Lazzari. Desfrute de agradáveis momentos de paz e reflexão ao ouvir esta música. Aproveite!


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Give Thanks

No vídeo a seguir, produzido por TV Terceiro Anjo, Christopher Martins interpreta ao violão a música Give Thanks de Henry Smith. Confira!


terça-feira, 24 de abril de 2018

Ó Mestre, o Mar se Revolta

Aprecie o belo arranjo para o hino cristão "Peace, Be Still" (Ó Mestre, o Mar se Revolta), com Advent Heralds. Aproveite!


sexta-feira, 30 de março de 2018

Engolidos pela Cultura Pop



sábado, 24 de março de 2018

Substitua o tablet por um instrumento musical e tenha filhos mais inteligentes


Uma cena comum nos ambientes públicos que frequentamos é o uso de tablets ou telefones celulares para manter as crianças distraídas. Como tudo o que surte efeito rápido e leva ao objetivo almejado, no caso, ter sossego e não ser incomodado, esses aparelhos atendem as expectativas. Entretanto, o uso precoce e excessivo de aparelhos eletrônicos pode ser muito prejudicial aos pequenos.

Que tal, então, relembrarmos de outros objetos que fazem bem às crianças e comprovadamente trazem benefícios ao seu desenvolvimento?

A revista Psychological Science publicou um estudo da Universidade de Toronto, onde os resultados das pesquisas relacionaram o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem da música. Segundo publicado, pelo período de um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram canto, piano e expressão dramática. Resultado: As crianças que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no fim do estudo.

Mas é claro que devemos ter bom senso e acompanhar o nosso tempo, né. A tecnologia está por aí e veio para ficar, mas que priorizar as coisas certas nunca fez mal para ninguém, isso nunca fez. 

Fonte: Conti Outra