"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:2

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Compositor batista fala do declínio da música gospel

Algumas pessoas ficaram surpresas – e preocupadas – ao descobrir através de uma pesquisa publicada em abril [de 2017] que os sermões são um atrativo muito mais forte para a frequência à igreja do que a música. E ainda fica pior para os amantes da música. A pesquisa Gallup apresentou uma lista de motivos dados pelos norte-americanos para irem aos cultos, e a música estava firmemente no último lugar. Mas depois de um mês para refletir sobre essa descoberta, o músico cristão, compositor e ministro Kyle Matthews não está preocupado. Longe disso. “Penso que essas podem ser boas notícias”, Matthews disse durante uma conferência convocada pela FaithSoaring Churches Learning Community. “Isso indica que as pessoas estão mais famintas por substância do que nós presumíamos”, disse Matthews, ministro de artes de adoração na Primeira Igreja Batista em Greenville, Carolina do Sul.

Matthews tem acompanhado a música cristã e o que as igrejas querem e não querem, por um longo tempo. Por mais de 20 anos ele foi um intérprete em gravações e compositor para empresas editoras em Nashville, Tennessee. Ele venceu um Prêmio Dove além de outros prêmios, como compositor. Mas Matthews disse que abandonou a indústria [fonográfica] por causa de seu foco nos lucros, às custas de fornecer educação teológica e formação cristã. Através de seu ministério atual, ele busca a composição de músicas de adoração que colocam a liturgia acima do entretenimento. Mas música que forneça inspiração e letras com conteúdo não vendem em um mundo de louvor gospel, disse Matthews.

É por isso que os resultados da pesquisa Gallup são tão interessantes, ele disse a outros ministros durante a conferência. A indústria da música cristã, diz ele, é composta por pessoas que estão tentando servir a um mercado. “Eles são homens de negócios, não teólogos, historiadores ou educadores musicais. Eles são homens de negócios.” E o que vende são músicas com letras superficiais, com pouco ou nenhum conteúdo teológico. Matthews disse que conheceu compositores e intérpretes que não são familiarizados com as Escrituras. Como resultado, a música tem se tornado “papel de parede, em vez de mobiliário” na adoração.

Em vez de trabalhar para instruir os cristãos na fé, a música de adoração contemporânea está cheia de mantras e clichês planejados para alterar o estado mental, disse Matthews. Esse tipo de música vem e vai, porque se tornou descartável. “Não penso que se permita às pessoas conhecer a música da igreja o suficiente para interagir com ela.”

Mas a indústria [fonográfica] não é o problema, acrescenta Matthews. “Se a igreja exigisse um produto diferente, teria um produto diferente.” Isso envolve as pessoas que estão nos bancos da igreja. A indústria [fonográfica] está “respondendo àquilo que o público está pedindo”.

Tem havido músicas de louvor que são divertidas e felizes, e que evitam conceitos sombrios e difíceis, diz ele. “Elas se tornam uma forma de escapismo, em vez de serem uma maneira de se encontrar com Deus.”

É por isso que a pesquisa Gallup de abril pode ser boas notícias. Ela pode sinalizar que as pessoas nos bancos das igrejas podem estar desejando algo mais. Pode ser por isso que os sermões estão no topo da lista, e a música cristã contemporânea, com seus mantras e clichês, está no final. Contudo, diz Matthews, “eu detestaria ver o sermão se tornando o único lugar do qual as pessoas pensam que podem extrair conteúdo”.

Fonte: Baptist News Global, traduzido por Levi de Paula Tavares. 

Disponível em Michelson Borges.

sábado, 8 de julho de 2017

E-book "Sob a Regência de Deus"





sábado, 24 de junho de 2017

O diferencial na vida de um músico

O livro Sob a Regência de Deus apresenta o testemunho de seu autor, o instrumentista e educador musical Daniel Azevedo. Suas experiências como baixista na música popular e sua trajetória espiritual passam pelo envolvimento com o ocultismo até o encontro com Jesus Cristo e sua entrega à regência de Deus.

"As histórias possuem um poder fantástico de nos conduzir a outros mundos e situações, onde não vemos o tempo passar e o aprendizado se torna muito prazeroso." 
José Elias Dotti
Maestro, Arranjador e Educador Musical

"Além de uma linda história de conversão que permanece até os dias atuais, você encontrará muitas informações sobre estilos de música diferenciados, a música e o funcionamento do corpo, entre tantos outros pontos que não falarei para deixar você com desejo de iniciar a leitura o quanto antes."
Rogério Silva
Bacharel em Teologia e Pastor Adventista do Sétimo Dia



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Livro "Sob a Regência de Deus"


terça-feira, 20 de junho de 2017

Meu Jesus está chamando / Jesus me guia

Confira mais uma amostra da música sacra produzida por jovens cristãos nos eventos anuais GYC. Aproveite!


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Recursos musicais no estudo da Bíblia

No vídeo a seguir, o bacharel em teologia e pastor adventista do sétimo dia Rogério Silva apresenta uma abordagem prática e eficaz para o estudo das profecias bíblicas, utilizando recursos musicais para a memorização de datas proféticas, símbolos e textos. Confira! 


sexta-feira, 9 de junho de 2017

O que há de errado com nossas músicas e nossos sermões?

Não é incorreto dizer que muita música gospel ressalta temas como “vitória pessoal” e “paixão por Jesus”. Mas não está totalmente certo dizer que a predominância dessa religião individualista, triunfalista e sentimental é culpa exclusiva dos compositores. Na verdade, esses temas correspondem aos temas predominantemente abordados no púlpito. Proliferam vídeos e sermões que apresentam Deus como o sócio dos empreendedores e Jesus como o ser meigo e bondoso que dá um abraço quando você chora. Não estou dizendo que o Pai e o Filho não Se importam com os problemas da vida humana, mas Cristo não morreu na cruz para levantar minha autoestima. Há quase uma relação direta entre uma sociedade que valoriza tanto o sucesso pessoal e uma igreja que trocou o sermão bíblico pela palestra motivacional. Buscar conforto espiritual não tem nada de errado. Mas queremos tanto resolver nossos problemas profissionais e familiares que, ao chegarmos à igreja, esperamos uma mensagem terapêutica que nos faça rir, chorar (se possível, com um fundo musical) e tomar boas decisões que duram até alcançarmos a porta de saída do templo.

E onde está a Bíblia no púlpito? Use uns poucos versículos fora de contexto para dizer que o indivíduo é a obra-prima de Deus e que Jesus te ama e que Ele quer te dar muito mais do que você possui. Não é exatamente o que dizem muitas letras da música gospel em português ou em inglês?

A canção cristã precisa de mudanças, dizemos. A reforma da música e da adoração está relacionada também à reforma do púlpito, e aí não haverá tantos cânticos teologicamente rasos espelhando sermões biblicamente superficiais.

(Resumo do resumo de um sermão apresentado por Joêzer Mendonça, no qual ele falou sobre a relação entre o conhecimento da Bíblia e a adoração a Deus a partir de dois princípios da Reforma Protestante, o Sola Scriptura [somente a Bíblia] e o Soli Deo Gloria [glória só a Deus]. Joêzer é doutor em música pela Unesp, professor na PUC-PR e autor do livro Música e Religião na Era do Pop.)

Nota: Creio que Joêzer foi ao cerne da questão ao expor um dos grandes motivos de as músicas sacras hoje (com honrosas exceções) serem tão desprovidas de conteúdo bíblico sólido, sendo algumas delas mais parecidas com mantras repetidos ad nauseam com sonoridade dançante calculada para emocionar/empolgar. Trata-se de uma retroalimentação bem ruim: escassez de sermões bíblicos com conteúdo sólido bem preparado (com a mente e com os joelhos) que contribui para a prática de um louvor, de uma conduta e de entretenimentos igualmente não balizada pela cosmovisão bíblica. Longe da Bíblia e sem conhecimento da vontade revelada de Deus, buscam-se paliativos para o vazio e a falta de sentido. [Michelson Borges]

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Orquestra Sinfônica Jovem UNASP

Conheça este belo arranjo apresentado pelos músicos do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), sob a regência de Davinson Berger. Aproveite! 




quarta-feira, 24 de maio de 2017

Música sacra africana

Aprecie este belíssimo hino nas vozes de estudantes adventistas da Universidade de Nairobi, no Quênia. Confira!



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sons da natureza relaxam ajustando cérebro e corpo


O ruído suave de um riacho ou o som do vento nas árvores podem mudar fisicamente nossa mente e nossos sistemas corporais, ajudando-nos a relaxar. Isso não é exatamente uma novidade, mas agora os cientistas estão se dedicando a descobrir como essas sensações tão sutis alteram nossa fisiologia. “Todos estamos familiarizados com o sentimento de relaxamento e ‘desligamento’ que vem com uma caminhada no campo, e agora temos evidências do cérebro e do corpo que nos ajudam a entender esse efeito. Elas vieram de uma emocionante colaboração entre artistas e cientistas, que produziu resultados que podem ter um impacto no mundo real, particularmente para pessoas que estão enfrentando altos níveis de estresse”, conta a professora Cassandra Gould van Praag, da Universidade de Sussex (Reino Unido). A equipe documentou como ouvir sons naturais afeta os sistemas corporais que controlam o mecanismo “luta ou fugir” do cérebro e as partes do sistema nervoso autônomo responsáveis pela digestão e pelo repouso.

Para isso, os participantes ouviam sons de ambientes naturais e artificiais enquanto sua atividade cerebral era medida em um aparelho de ressonância magnética e a atividade do sistema nervoso autônomo era monitorada através de pequenas mudanças na frequência cardíaca. Também foram realizados testes cognitivos paralelos. Os resultados mostraram que a atividade na rede de modo padrão do cérebro (uma coleção de áreas que ficam ativas quando estamos descansando) era diferente dependendo dos sons tocando em segundo plano. Ao ouvir sons naturais, a conectividade cerebral refletia um foco de atenção dirigido para fora; ao ouvir sons artificiais, a conectividade cerebral refletia um foco de atenção direcionado para dentro, semelhante aos estados observados na ansiedade, no transtorno de estresse pós-traumático e na depressão.

Houve também um aumento na atividade do sistema nervoso digestivo (associada ao relaxamento do corpo) ao ouvir sons naturais em comparação com sons artificiais, e melhor desempenho em uma tarefa de monitoramento externo da atenção.

Curiosamente, a intensidade das alterações na atividade do sistema nervoso se mostrou dependente do estado basal de cada participante: indivíduos que apresentavam maior estresse antes do início do experimento mostraram maior relaxamento corporal ao ouvir sons naturais, enquanto aqueles que já estavam mais relaxados apresentaram um ligeiro aumento no estresse ao ouvir os sons naturais em comparação com os sons artificiais.

Os resultados foram publicados na revista Nature Scientific Reports.


Nota: Será que esses resultados se devem ao fato de que fomos criados em um jardim e de que temos conexão com a natureza e saudades de uma vida simples, natural? Uma dica: sempre que possível, passe tempo em meio à natureza. As digitais do Criador estão por toda parte. [Michelson Borges]